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quarta-feira, 30 de abril de 2014

O LOUCO: o salto no desconhecido


Um homem flutua, segurando balões de gás, sobre as ruas de uma metrópole. Fantástica imagem! A cidade, em seu desenho retilíneo e preciso, na impessoalidade de suas formas, no movimento constante dos carros que trafegam suas ruas e avenidas transportando seus habitantes, na claridade ainda acinzentada do amanhecer (ou será anoitecer?), na altura ciclópica de seus arranha-céus, parece alheia ao homem que flutua por seu céu.
Quem é, o que faz e pensa e para onde vai esse homem, chapéu na cabeça e maleta na mão? Um anjo disfarçado de executivo? Um inventor maluco? Um novo super-herói? O que motiva alguém a lançar-se nas alturas, confiando apenas numa meia dúzia de balões e ao sabor dos ventos? Quem é esse ... LOUCO?
Sem número, zero ou 22, a carta do LOUCO é aquela que simboliza o Tudo e o Nada a um só tempo. Por paradoxal que pareça, ela é todas as outras 21 cartas dos Arcanos Maiores, e nenhuma delas também. É a sabedoria contida em cada uma das lâminas do tarot, adquiridas através da experiência em viver o significado dos seus símbolos, e, no mesmo momento, ela é a tolice de quem ainda vive desconhecendo essas virtudes e sua importância para a própria evolução. 


Nas cartas encomendadas pelo ocultista Waite à artista plástica Pamela Smith, essa figura é de um jovem dinâmico, de largos passos, vestido com uma túnica verde florida (a lembrar o Homem Verde, comum em outras mitologias), um chapéu decorado com uma pena que aponta para o céu, e, finalizando, um bastão que prende uma pequena trouxa sobre um ombro e uma rosa branca numa das mãos. O dia ensolarado e a claridade do ar das montanhas, tão afastado de onde os homens vivem, atraem seu olhar para o alto, e, ignorante do fato de que está a um ou dois passos de um precipício, caminha destemido para ele. Como companhia, apenas um cão, que percebendo o que está para acontecer, procura evitar que ele salte no vazio, mordendo-lhe o calcanhar.  Essa é a típica figura da espontaneidade, da despreocupação, da extravagância, da coragem e destemor que só os muito loucos ou os muito sábios possuem. Há que acreditar-se muito e ter uma inabalável fé na proteção divina para intentar algo, aparentemente, tão absurdamente irracional. Mas é exatamente isso que o LOUCO do tarot está por fazer: arriscar-se. Dar um salto mortal, sem rede de proteção.

O LOUCO, na taromancia, sempre foi visto como o rebelde, aquele que se sente desajustado diante de uma situação estabelecida; é a pessoa ou o evento que fogem à norma, ou o ingênuo, o inocente, o inexperiente que ainda tem muito a aprender. Ele costuma ser entendido como alguém despreocupado, sem planos para o futuro, sem compromissos com o passado, sem preocupações com o presente. Alguns lhe enaltecem a personalidade, forte, única, pois confia em si e acredita em tudo o que faz. Outros o vêem como algo misterioso, que não consegue ser explicado racionalmente e que, portanto, ameaça a estabilidade daquilo tudo que consideramos normal, apropriado, natural, evidente, seguro, confortável, fácil, óbvio, legal, verdadeiro, estabelecido, conveniente, etc.


Comparando as duas imagens, o que ressalta é que ambos estão prontos para "caminhar no ar", dar um salto para uma nova fase, um novo tempo, um outro lugar, uma nova forma de pensar, uma nova etapa da vida. A possibilidade de aventura contida nesse gesto, nesse passo rumo ao abismo, nesse flutuar por sobre o mundo como o vemos e compreendemos, é a grande qualidade desse Arcano. Sua mensagem é ser autêntico e, para tanto, não temer infringir convenções, abandonar velhos métodos,

deixar de lado o medo do inesperado, aceitar as surpresas e permitir-se começar algo novo (mesmo que seja novo apenas para si mesmo), que ainda não tenha sido testado.
Se não houver uma dose de infantil ingenuidade (os balões de gás), de pureza de alma e intenções (a rosa branca), de uma sensação de absoluta liberdade (voar pelo céu, estar no alto das montanhas), de não conformismo (a extravagância no voar sobre a cidade, de saltar por sobre o abismo), de busca de novas experiências (a mala e a trouxa são pequenas e muito pouco podem levar daquilo que já conseguiu), se nada disso houver, esse homem ainda não está preparado para se iniciado nos mistérios da vida, que é exatamente o que as demais 22 cartas do tarot revelam. 


O LOUCO é aquele que está aberto a tudo o que o futuro oferece, sem preconceito, sem preocupações, pronto a envolver-se com o inesperado, sentindo-se impelido a lançar-se a grande aventura que é Viver por um chamado de fé e absoluta confiança no Universo, crente que tudo vai dar certo.
E lá segue o homem que voa segurando-se aos balões, flanando pela brisa que envolve a cidade, espírito livre, aproveitando cada inesperada oportunidade, buscando a si mesmo e encontrando-se em cada novo aprendizado, em cada nova experiência.

sexta-feira, 14 de março de 2014

O Mundo à sua frente: Arcano XXI


"Melhor do que está não pode ficar!"
Essa frase, dita em tom de exclamação, é típica de quem está vivendo a energia simbolizada pela carta nº 21 do tarot, o MUNDO.

Sabemos que 22 são os Arcanos Maiores do tarot e que apenas 21 deles são numerados, deixando o LOUCO como uma carta avulsa, um coringa que pode aparecer em qualquer lugar ou posição de uma sequência. Mas o MUNDO é, numericamente, a carta que encerra o caminhar do LOUCO em seu processo de iniciação. Essa é a carta que diz que a missão está cumprida, o projeto chegou ao resultado final esperado, que aprendemos o que tínhamos que aprender, que passamos por todas as provas e estamos, finalmente, preparados para usufruir do que conseguimos.

A sensação que sentimos quando completamos um trabalho é a de alegria e alívio. É um "estado de graça" pois sabemos que superamos obstáculos, adquirimos maior experiência, vivenciamos diferentes emoções e estados de espírito durante o processo. E isso se aplica em toda e qualquer atividade em que estivermos envolvidos, desde limpar a casa, aprender uma língua estrangeira, aposentar-se num determinado serviço após longos anos de trabalho, estudar e fazer o "dever de casa", em desenhar e confeccionar uma roupa e vê-la vestida na pessoa que a encomendou, em aprender a cozinhar, etc
Qualquer processo, qualquer projeto em que nos envolvemos e no qual começamos "de baixo", como aprendizes, como neófitos e, aos poucos, vamos evoluindo até o dominarmos completamente, pode ser usado como exemplo da sequência das 22 cartas do tarot, sendo que a carta do MUNDO representa a compleição dessa tarefa.

O mundo representa, também, nascimento. Vou dar um exemplo bastante simples e óbvio: começamos a frequentar a escola e estudar ainda bastante cedo e vamos encerrar esse processo quando nos formamos num curso universitário (claro que podemos continuar estudando e nos aperfeiçoando pelo resto das nossas vidas!) quando obtemos um diploma que nos qualifica para o mercado de trabalho. O momento da graduação, do recebimento do diploma, a festa de formatura são os mais representativos (no caso deste exemplo) do Arcano XXI, o MUNDO pois não gozamos mais da condição de estudantes (o fim de uma etapa: a MORTE) e nos tornamos profissionais, aptos a frequentar um outro ambiente muito mais amplo que a escola, que a universidade: o mundo. É um momento de euforia, de imensa alegria, de justa celebração pois afinal passamos por todas as provas iniciáticas desse processo e o concluímos. Temos no diploma recebido uma radiografia de toda uma evolução no campo do saber: desde o aprendizado das primeiras letras até o término dos estudos universitários: início, meio e fim. Objetivo alcançado.
No dia seguinte à formatura, em nosso primeiro instante como profissionais voltamos à condição de LOUCO, de neófito, de aprendiz, de candidato. Voltamos ao ZERO. A estrada, longa e ampla se mostra à nossa frente e, uma vez mais, iremos começar a trilhá-la, evoluindo a cada passo, até que, como profissionais (o caso do nosso exemplo), encerramos nossas atividades, nos aposentamos, abandonamos a carreira, etc.

O MUNDO é como um parto, o momento que somos expelidos do conforto da vida intrauterina e apresentados a um novo ambiente, com outras pessoas, sons, aromas, cores, com outras obrigações, com novas formas de sobrevivência, com maior liberdade de locomoção. Estamos livres para começar, livres e preparados para ser quem realmente somos, usarmos das habilidades e talentos natos, cumprir aquilo que chamamos de destino.
Numa leitura taromântica, o surgimento dessa carta pode, entre muitas outras possibilidades, simbolizar gravidez, nascimento, viagem especialmente as aéreas e para lugares distantes, mudanças (de país, de cidade, de casa, de escola, de trabalho, etc), visitar ou ser visitado por pessoa estrangeira, aprender um idioma novo; no comércio pode significar o início de importações e exportações, comércio internacional, uma loja multimarcas, um free-shop ou até mesmo um supermercado; simboliza, algumas vezes, uma disposição para novos relacionamentos, novos envolvimentos emocionais, liberdade sexual; pode, em conjunto com outras cartas, representar uma disposição para as artes, em especial a dança; pode também chamar a atenção para comunicações amplas, contatos sociais que não se limitam a uma região (internet, Facebook e demais mídias sociais e jornalísticas); o reconhecimento internacional, uma premiação (Nobel, Oscar, por exemplo), a fama que desconhece fronteiras.

Vivenciar as energias simbolizadas por este Arcano é, sobretudo, sentir-se livre e realizado, autêntico, conhecedor e confiante em si mesmo, em harmonia com todos os planos (físico, mental, emocional e espiritual) da existência, exultante por ter alcançado os objetivos propostos para aquela etapa da vida.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

O Louco, Arcano 0: divina loucura



O LOUCO, o Arcano Sem Número, é a carta do tarot que nos remete à figura estereotipada do inocente, do incauto, daquele que ainda não tem experiência suficiente e nem conceitos éticos e morais definidos. O LOUCO somos todos nós quando nos defrontamos com algo novo, algo que desconhecemos, sobre o qual não possuímos suficiente domínio para que nos sintamos seguros. É quando nos comportamos de forma estranha, aleatória, tentando aprender aqui e ali, brincando com a própria sorte, sem um objetivo claramente definido mas buscando entender o ambiente, as pessoas ou situação. Estamos LOUCOS, por exemplo, quando iniciamos um novo emprego, quando entramos num novo curso, quando nos mudamos para uma outra localidade, quando começamos um novo relacionamento, quando terminamos a faculdade e precisamos aprender na prática aquilo que só conhecemos teoricamente. LOUCOS são os cientistas, os filósofos, os descobridores, os artistas, os grandes educadores, todos aqueles que ousaram, e ousam, ir além do convencional, confiando em sua intuição e na proteção espiritual.

Esse Arcano é conhecido como descompromissado, irresponsável, desocupado, desorientado, não confiável, despreparado, mas lembrando sempre que essas qualidades negativas podem ser percebidas quando, numa leitura tarológica, sua carta surge numa posição menos privilegiada. A seu favor podemos dizer que existe muita energia, disposição, boa vontade, fé, alegria, ausência de malícia,  e abertura para o novo. Viver as energias representadas pelo LOUCO é olhar o mundo como uma criança o faz, sem preconceitos, sem censuras, mas com encantamento. É a descoberta do que significa viver, confiando unicamente nas experiências que vai tendo.
Capa/Parangolé: Arthur Bispo do Rosário

LOUCO é aquele que tem fé, que confia plenamente que algo o protege e guia seus passos. A própria Fé, uma das 3 virtudes teológicas, é muito bem representada na figura deste arquétipo que se entrega, sem questionamento, nas mãos do seu Criador pois ele sente que assim procedendo, nada lhe faltará. Em tempos mais antigos, aqueles que nasciam com alguma forma de comprometimento mental, ou aqueles que desenvolviam algumas características de insanidade eram, também, chamados de “Loucos de Deus”, pois acreditava-se que havia uma estranha, porém espiritual, conexão entre eles e o Divino.
LOUCO podemos considerar os “bobos da Corte”, únicos capazes de criticarem os próprios monarcas sem perderem a vida;  São Francisco de Assis, ao abdicar de todos os benefícios de uma vida de muito conforto e, inclusive, considerar como “irmãos” os animais e os astros; Sidharta, ao deixar o palácio real onde vivia com sua família, despindo-se de todos os símbolos de status e dedicando-se a encontrar a Verdade; também o comportamento de Jesus, fora dos padrões de sua época deixou marcas naqueles que registraram sua passagem terrena:
“A loucura de Deus é mais sábia que os homens e a fraqueza de Deus é mais forte que os homens” (1Cor 1, 25). Rejeitado pela família, de modo que “nem mesmo os seus irmãos acreditavam nele” (Jo 7,5), e abandonado por grande parte dos seus seguidores “muitos dos seus discípulos se afastaram e não andavam mais com ele”, (Jo 6, 66). Para as autoridades judaicas da sua época Jesus era apenas um louco, um obcecado (Jo 8, 48). Somente um louco, um samaritano endemoniado, podia, com efeito, denunciar os chefes religiosos como filhos do diabo e assassinos (Jo 8, 48), e desejar o fim da instituição religiosa que se acreditava fosse desejada pelo próprio Deus.

Portanto, ao receber a carta do LOUCO numa leitura de tarot, use-a como um convite e guia à meditação. Aproveite para rever conceitos e “verdades” que muitas vezes aceitamos sem pensar; observe o quanto de entusiasmo, curiosidade, boa vontade e ação está investindo naquilo que lhe é importante; dedique algum tempo para avaliar como está sua Fé, sua confiança em si mesmo e nas forças organizadoras do Universo (sinta-se livre para substituir “forças organizadoras do Universo” pelo seu próprio conceito do Divino); avalie o quanto responsável você se sente pelas suas escolhas, atitudes e, naturalmente, consequências. E procure também ver-se como possuidor de um espírito eternamente jovem, sempre disposto a novos inícios, sempre pronto a se transformar, crescer e desenvolver-se em busca da própria Iluminação.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

"... e de Louco todo mundo tem um pouco!"



Ciclos são fases, temporadas que podemos cronometrar, medir, avaliar objetivamente ou cientificamente e que acontecerão, de forma repetitiva, independentes da nossa vontade (estações do ano, fases da lua, ciclo menstrual, por exemplo) ou simbolicamente, cuja medida de avaliação é muito mais subjetiva (tornar-se adulto, casar, graduar, iniciar uma profissão, ter um hobby, etc).
Os aniversários, ainda que obedeçam uma sistema cronológico determinado (sempre no mesmo dia e no mesmo mês do nascimento), eles tem um valor simbólico muito mais profundo.
Se enquanto somos muito jovens o passar dos anos significa apropriar-se dos possíveis benefícios reservados aos adultos (poder votar, dirigir, assistir a filmes, peças, shows censurados a menores, viajar sozinho e sem autorização, ter seu próprio negócio), quando maduros podem nos lembrar da sutil, mas constante, aproximação de um outro final de ciclo, o da própria vida. Ninguém ou nada vivem para sempre. Os ciclos naturais também existem em medidas mais ou menos pré-determinadas para tudo o que conhecemos.
Mas o "fazer aniversário" é sempre uma celebração à vida, até mesmo para aqueles que dizem "esquecer" da própria data de nascimento. Conscientemente ou não, meticulosamente ou não, acabamos por fazer algum tipo de avaliação, de reflexão sobre o tempo vivido até então.
Passam pelos nossos pensamentos imagens muito antigas, da infância, de momentos marcantes pela alegria e outros pelo sentimento oposto; nos revemos em situações vividas anteriormente, com pessoas conhecidas e outras cuja imagem física parece ir-se diluindo em nossa memória.
Aproveitamos então as primeiras horas do dia para fazermos planos, promessas de novas atitudes, comportamentos, ações, para aquele novo ano que se inicia. Quase o mesmo ritual do réveillon, da passagem de ano, do 1º de janeiro, este também um ciclo criado como medida de tempo pelo ser humano. Por mais pessimista que possa ser o momento vivido pelo aniversariante, o simples fato dele estar completando mais uma volta, desde o seu nascimento, em torno do sol que ilumina nossa galáxia, só isso basta para trazer alguma esperança. Afinal, completou-se um ciclo e, por que não, começar de novo com tudo (ou pelo menos algo) novo?
No tarot, algumas cartas individualmente podem representar esse sentimento de completude e recomeço: o Julgamento (ou Juízo Final) e a do "arcano sem número", o Louco. Se no arcano XX (o Julgamento) somos convidados a ouvir o chamado para "renascer", com novas energias, esperanças e conhecimento, no Louco temos representado o arquétipo da criança, do inocente, no neófito, daquele que começa a sua jornada iniciática.


Esse título (Louco) vem de algo mais místico e nada tem a ver com a loucura registrada nos compêndios médicos ou qualquer deficiência de desenvolvimento mental ou, mesmo, de caráter. Estamos falando aqui daqueles que eram chamados antigamente de "loucos de Deus", daquelas criaturas que ainda não se deixaram contaminar pelos "pecados" do mundo, desconhecem as "regras do jogo", são puras em suas intenções e fazem o que fazem guiadas pela intuição. E, pergunto, o que é intuição senão um conhecimento que possuímos e que não foi ou é adquirido nos livros, nos bancos escolares, nas academias e templos, na educação regular e familiar, mas sim algo muito mais antigo, muito mais interiorizado. Uma forma de sabedoria "pré-instalada" (se me permitem a comparação) que cada um de nós possui, desenvolve e se utiliza se quiser, como quiser, onde e quando quiser.
Assim o Louco, autêntico representante de todos os começos, de todos os primeiros passos, primeiros momentos, primeiros dias (1º dia na escola, 1º dia de casado, 1º dia no novo trabalho, 1º dia na nova cidade, 1º dia de namoro, etc), de toda experiência nova que decidimos assumir, de todos os riscos que assumimos correr, inicia uma jornada que, em termos tarológicos, irá percorrer as demais 21 cartas e com isso todas as virtudes e vícios dos Arcanos que as representam.
Hoje, 31 de janeiro, representa o fim de férias para muitos e a volta à rotina, ao trabalho, à escola, aos amigos, à família. Ainda que tudo possa parecer, em muitos casos, um retorno à mesmice do dia a dia, ainda assim voltamos com energias renovadas, com conhecimentos adquiridos, com novas perspectivas, com um repertório de assuntos renovados. Vamos começar "de novo"!!! Estaremos tendo a oportunidade de nos posicionarmos nessa estrada com curiosidades por novas coisas, com vontade de nos dedicarmos a algo diferente, sem precisarmos manter compromissos com opiniões, vínculos e atitudes que já se provaram caducas, que já estão com seu prazo de validade vencidas, que já nos acompanharam boa parte do caminho mas que agora já não se fazem mais necessárias.


É hora de celebrar mais um aniversário: o da "Nova Oportunidade", o do "Novo Dia", o do "Novo Começo", lembrando sempre que não há como apagar o passado, mas sempre se pode desenhar um futuro novo e brilhante. Para tanto basta fazermos uma reflexão sobre o que passou, assumirmos e aceitarmos os acertos e erros cometidos e, com essa experiência adquirida somada à intuição, abrirmos nossa mente, coração e espírito, para a aventura que agora começa: sermos "loucos de Deus" a construir o nosso próprio Destino.


(ao amigo Victor Cossini)